Tudo em seu tempo, por incrível que pareça quando atropelamos o tempo, atropelamos a nós mesmos. Cometemos o grave erro de não sabermos ou não querermos esperar, e na medida que impomos uma maior velocidade, para alcançarmos algo fora do tempo, nem chegamos a sentir sua ação, mas ele nos retarda.
O tempo, ah se soubéssemos avaliar a sua importância, assim não deixaríamos as crianças ficarem adolescentes, sem antes terem sido crianças . Quando eu era criança, certa vez vi um senhor envergando um cipó com muito cuidado, e eu curioso com aquilo perguntei; porque o senhor quer ele assim? E ele respondeu, daqui a alguns anos vou precisar de uma bengala, e esse cipó estará muito resistente e não poderei molda-lo.
Passaram-se muitos anos, e um dia eu vi um garotinho de aproximadamente três anos jogando pedra em um um cachorro, eu sou contra qualquer tipo de violência, principalmente com animais, e então eu perguntei, porque você fica só olhando? Devia conversar com ele e orientar que isso não é certo.
Ele respondeu: É uma criança, quando ele crescer eu oriento. De imediato eu lembrei a minha conversa com o senhor que envergou o cipó, será que daqui a alguns anos, aquele garoto ainda estará flexível para absorver as orientações do pai. Até mesmo brincando com as crianças, precisamos desde cedo formar conceitos de comportamento, porque mesmo com toda atenção que possamos oferecer as nossas crianças, elas também vão encontrar pessoas formadoras de opiniões, e se existir uma base de orientação familiar, ele a tende a ser mantida, lógico, não esperamos de que ela não deixe de sofrer alterações, mas esperamos que os fundamentos básicos sejam mantidos.
A família tem o importante papel de ser a primeira educadora, e quando isso não acontece, os educadores são os que fazem o duplo papel de educar e ensinar. Em seu tempo com a criança, deixe ela ser criança, não apresse o tempo, ele parece lento, mas não é. E depois já estarão adultos, e só vai restar saudades, e se ultrapassar o limite da saudade e chegar na consciência, vai ser muito doloroso. Os tempos de criança, serão eternos para nós, as canções de ninar, as história encantadas, os sorrisos, as brincadeiras, a acima de qualquer um desses citados, o carinho, para oferecer conforto é preciso dinheiro, carinho não, carinho não se compra, se doa.
Ouvimos constantemente questionamentos sobre educadores, mas dificilmente a família se coloca na condição co-participativa, é muito importante lembrar que as crianças são nossas, e seus primeiros castelos somos nós que construímos, então nada mais justo de essa construção seja sólida,e de boa aparência, assim irão atrair as fadas da felicidade, e nunca os dragões da destruição.
Ass Maninho.