O QUE RESTOU DE NÓS

    Quem poderia imaginar que ficaríamos assim, parecemos um um grande rebanho assustado, em uma correria louca fugindo do perigo. Ao contrário de um rebanho que sabe porque fugir, nós apenas corremos,  em direções diferente e sem saber exatamente de nos distanciamos ou nos aproximamos daquilo que poder ser perigoso.

    Ao longo dos tempos a propagação do medo, tirou de nós uma parte da força que nos fazia acreditar. As diversificadas culturas com mensagens e objetivos influentes, transformaram humanos em máquinas, muitas delas com inteligência artificial e raciocínio lógico, e sem sentimentos, agindo e atuando com frieza cibernética, e ignorando os reais motivos pelos quais estamos aqui.

    Não questionamos mudanças, e sim os tipos de mudanças. Falam que o tempo está passando rápido demais, reclamam que as pessoas estão muito diferentes, que o amor está acabando, e que o tempo está muito mudado, mas esquecem o principal, todas esses questionamentos são devido aos resultados de nós mesmos, que deixamos de rever conceitos e valores, e agora que a máquina ganhou potência, de pouco vai adiantar tantas observações.

    Vejo as redes sociais videos que algumas pessoas colocam buscando visitações, parece que a prioridade é a quantidade de curtidas, e não o conteúdo. A realidade é outra, a natureza começou a mostrar o que precisar ser feito, e nós precisamos começar a entender esse alerta.

    Solidariedade é sem dúvida um dos atos mais nobres, mas está diminuindo a cada dia, crianças, idosos, pessoas carentes, estão sofrendo com as atuações mecânicas de pessoas que já não oferecem nem sequer um sorriso, e as vezes, um sorrizo pode mudar o dia para melhor.

    Vi algumas imagens impressionantes, em uma enchente, uma iguana pegando carona no lombo de um boi, um pequeno suíno mamando em uma cadela, um patinho adotar um bezerro cego e o levar para o pasto, cães e gatos dormindo juntos, pássaros que vivem em ninhos comunitários. um cachorro que jogava água em um peixe que agonizava no solo, leveria muito tempo e escreveria várias páginas contando detalhes desse tipo, e o que muitos fazem: Acham interessante, a mensagem da natureza é outra, e é uma mensagem bem forte. Porque um cachorro tenta ajudar um peixe, entender que ele está sofrendo porque está fora da água, e quantas e quantas vezes animais se doam, doam a vida, temos dificuldade de entendermos tudo isso.

    Os animais não dirigem, não usam celular, não escrevem, e nem gritam para se defenderem ou pedirem ajuda, mas, mesmo sem essas ferramentes eles agem, são solidários, e talvez sintam tristeza por serem ignorados.

    O que restou de nós é ísso que vemos? Ou será que ainda existe alguma reserva de solidariedade? Sera que já nos entregamos? Ou será que simplesmente avamos aceitar a desculpa de que é o fim dos tempos, e as profecias estão se cumprindo? Professia, futuro, tempo, nada disso proíbe ninguém de fazer o bem coletivo, em nenhum livro sagrado, ou qualquer outro livro existe proibição, existe sim, orientação, conselhos, lições, sugestões, mas, o que era mesmo proíbido aconteceu, isso significa, que o problema não é exatamente de proibição, mas de interpretação.

    Leia, pesquise, se aprofunde em conhecimentos, e tire as conclusões, mas nunca deixe de ver com muito carinho, o que a mãe natureza mostra todo dia e a todo instante, mesmo mal tratada, perseguida, injustiçada ou ignorada, ela mostra que não foi corrompida, e se pensarmos que já vimos quase tudo, não vimos quase nada ainda, ela parece adivinhar a nossa marcha, e ainda vai nos surpreender várias vezes, e cada vez que ela se revelar, e se olharmos nosso comportamento perguntaremos o que restou de nós.

 

    Ass.   Maninho