A quanto tempo estou junto de ti
E negar não me ver ou não sentir
É fugir até mesmo de você
Que nem sabe
Que quando está sorrindo
Estou presente com a ausência da tristeza
E a presença da ausência é a certeza
Que a beleza de ser ser feliz está surgindo
Quando o brilho de seus olhos iluminava
Eu tão pertinho de você estava
Mas nem sequer você lembrou de mim
E eu presente em sua emoção
Deixando ausente a solidão
Mas mesmo assim
Nem viu ou não quis me ver
E seguiu cantando alegremente
Esqueceu que o coração da gente
Nos ensina a sorrir e a gemer
Na madrugada silenciei a rua
Escondi a nuvem e fiz a lua
Penetrar em seu quarto e lhe beijar
Olhaste para ela e de repente
Choraste a lágrima da saudade
Se a vida na verdade é sempre assim
Alegre, triste, bom, ruim
Não podemos evitar as evidências
Que vivemos de presença e de ausência
Amanhã quem sabe vou sumir
E lhe deixo sozinha a decidir
Mas duvido que possa me esquecer
Tanto tempo perto de você
Presente e ausente lhe amando
Lhe querendo, protegendo e ensinando
Que a vida é uma gangorra permanente
E que tanta coisa a gente sente
E nem sempre podemos evitar
E essa história de amor e de amar
É apenas uma consequência
Forte, viva e evidente
Presente inevitável da ausência.
Ass. Maninho.