Na infância, quando estamos na fase de brincar e ser feliz, parece que o paraíso é perto, mas quando o destino briga com a sorte, não conseguimos mais avistar o paraíso, e entramos em paralelas com a felicidade. Por que isso acontece não sabemos exatamente, algumas explicações tentam justificar, mas parece que o destino não se interessa por explicações, e alheio a dor e a lágrima, vai deixando sua inconfundível marca.
Vale lembrar que ele um dia se cansa de você, e lhe esquece. Ele sabe que você existe, mas não tem nada contra, ele apronta com todos para estudar nosso comportamento, mas sem nenhum motivo para lhe fazer rir ou chorar. E quando ficamos lado a lado com o destino e suas marcas, não existe chance de sairmos ileso.
As vezes dormimos e acordamos no mesmo pesadelo, ficamos igual um pêndulo entre a acensão e o decesso, e até sabermos em qual lado estamos existe uma certeza, nunca seremos como antes, profundos são os cortes, e magoados frequentemente por sentimentos e saudades. Aquele tempo bom de antes, não volta, igual, nunca mais.
Comparado as águas de um rio, passou, passou, as próximas sempre serão diferentes. Seja qual for o motivo, nada será igual ao que passou, mas tal qual o rio e suas águas, a vida deve continuar.
Se fizermos uma represa no leito de um rio, as águas se acumulam e forçam romper a represa, se não conseguirem, as águas não ficam paradas. Procuram os baixios e vão irrigando o solo árido e abrindo caminhos, oferecendo vida por onde passam, e sem temerem possíveis represas.
O baixio estava lá, e elas não desperdiçaram a oportunidade, e seguiram em novo rumo. E com a gente não é diferente, não podemos ficar presos nas represas do passado e da angústia, temos que olhar atentamente e ver, que tem sempre alguém querendo nos ver feliz, temos de ver essa oportunidade, sem medo de viver um novo momento.
Se o destino foi duro com você, ele nem sabe, e até já lhe esqueceu, e o próprio está se redimindo, lhe oferecendo a oportunidade de ser feliz, não tenha medo de viver, as paralelas estão no fim, no lugar delas, surgirá uma grande avenida chamada felicidade, sem medo de viver, faça dessa avenida sua apoteose, desfile no bloco da alegria, se você já desfilou no bloco das ilusões, esse bloco já passou e agora o seu bloco é das realizações, brilhe, acredite, olhe para a arquibancada e veja, quantas pessoas felizes por lhe ver, querendo lhe abraçar, querendo lhe dizer, é novo tempo, novo momento, viva a vida, sem medo de viver.
Ass. Maninho.