O mundo é um grande parque, e nós somos a roda gigante. Em alguns momentos parece que estamos próximo as estrelas, e em segundos depois não conseguimos sequer avista-las, e nesse movimento verticalizado nos engana de tal forma, que deixamos de observar tanta coisa quando estamos no alto, e para a nossa surpresa ela parou para nós descermos e outras pessoas subirem, o tempo acabou para nós.
Ficamos observando as pessoas que subiram, e vemos que elas chegaram ao ponto mais alto da roda gigante e continuaram conversando entre si, nem apreciaram a beleza da lua e das estrelas. E quando pensaram que dariam mais algumas voltas,tiveram que descer.
Começamos a passear pelo parque,passamos em vários brinquedos, mas quando passamos em frente a roda gigante,resolvemos subir novamente e dessa vez sim: Não perderemos nenhum detalhe.
Que pena, as nuvens cobriram a lua e a maioria das estrelas. Então resolvemos olhar para baixo e começamos a nos divertir, olhando as pessoas tão pequenas passeando no parque.
Será que compensa? Estávamos entre as pessoas,pagamos para subir e nos divertimos olhando para elas em miniatura, e porque não continuamos olhando em direção a lua? As nuvens são passageiras.
Esse parque tem o solo irregular com altos e baixos, precisamos ter total atenção ao andar e não podemos perder a direção da saída, quando começarem a apagar a luzes,a saída se tornará mais perigosa, porque esses altos e baixos são inevitáveis.
Sabe, muita gente se perde nesse parque porque só consegue olhar para cima, e não sabe o momento exato em que está descendo ou subindo, e nessa roda gigante, esse tipo de erro é imperdoável, você poderá estar entre o claro das estrelas, ou em uma noite sem lua, totalmente as escuras, e nem pense em amaldiçoar o escuro, ele serve para quando a claridade voltar, você aprender a olhar em volta.
Todos nós estamos nessa roda gigante, e nesse enorme parque, é possível se perder e se encontrar,o que não podemos é esquecer as lições que aprendemos em nosso passeio no parque.
Ass. Maninho.