Fim de tarde, a chuva caía torrencialmente, os relâmpagos cortavam o céu, e os trovões faziam tremer a terra, da vidraça de uma janela, duas meninas observavam o espetáculo. A cada relâmpago que clareava o quintal, elas identificavam algo diferente no chão, ou nas folhas das pequenas árvores do quintal.
De repente um susto, o relâmpago clareou por inteiro,e elas viram entre as folhas, o que parecia ser dois reflexos de pequenos espelhos. Elas costumavam brincar com as bonecas na sombra da árvore, e a princípio pensaram que talvez fosse algum brinquedo que havia ficado entre as folhas. Mas fixaram os olhares e esperaram um novo relâmpago, e quando aconteceu, viram que o reflexo havia mudado de posição. Não podiam sair na chuva, e a ansiedade para que a chuva terminasse para que pudessem ir até lá e identificarem o que era.
Parecia durar uma eternidade, mas aos poucos a chuva foi diminuindo e mesmo antes de acabar, elas resolveram sair para pesquisar o que era o reflexo. As gotas da água da chuva escorriam de folha em folha, e as que ficavam retida nas folhas, se transformavam em pontos luminosos sob o efeito da luz.
Por precaução, pegaram um pequeno pedaço de madeira para afastarem as folhas, e quando o fizeram, não encontraram nada de especial, ficaram admiradas, deviam encontrar alguma coisa que causou o reflexo. Uma delas falou: Ei, quem é você? Porque não aparece? A outra comentou, parecemos duas loucas falando com uma árvore, é, mas não somos loucas, nós vimos.
Vamos embora não é nada, e como em uma ação sincronizada voltaram rapidamente e afastaram as folhas. E lá estava, e o pegaram de surpresa, em um dos galhos, um animal com uma aparência estranha, do tamanho de um gato e o corpo de morcego, ficou parado, elas o olhava atentamente, não pode ser, desse tamanho e nem tentou voar, talvez esteja doente, ou com fome e frio, vamos leva-lo para cassa, e veremos o que fazer.
E se ele for violento, não sabemos nem o que é isso. Se fosse violento já teria reagido com a nossa presença, segure os galhos, que eu vou pega-lo devagarinho. E ao tocar na criatura, ele falou não posso ir. O susto foi tão grande que ele não o soltou, o jogou literalmente contra os galhos, e correram para dentro de casa.
Passado alguns segundos, uma delas falou: Não vamos desistir, ele não oferece perigo, e agora está mais fácil, sabemos que ele fala o nosso idioma, vamos conversar com ele. Ei, vamos entrar, a noite vai ser bastante fria, temos comida e um lugar confortável para você dormir, não posso, hoje preciso ficar aqui, e peço que não comente com ninguém, e amanhã não me procurem, não vão me encontrar, sou um enviado de Órion, eu encontro vocês.
Continua...
Ass. Maninho.