ORGANIZANDO A VIDA

    Não está sobrando dinheiro para comprar o que desejamos, e algumas pessoas estão gastando mais de que o orçamento, a inflação voltou, e o custo de vida está cada dia mais caro, assim não pode continuar, alguma coisa tem que melhorar.

    Tudo isso é verdade, o poder de consumo diminuiu e o dinheiro a cada dia está em poder de quem já tem bastante. Reclamar vai adiantar pouco, o que precisamos, é tomar medidas preventivas em relação ao nosso consumismo exagerado, compramos e gastamos de forma impulsiva, pagamos juros para as instituições financeiras, sem raciocinarmos que esse dinheiro poderia realizar nosso sonho de consumo.

    Isso acontece porque não paramos para organizar nossa vida. Se passamos um ano ou mais pensando em comprar um objeto, se fizermos um pequeno esforço, e economizamos para comprar a vista no ano seguinte, lógico,se não for algo de extrema urgência. Ouvimos constantemente comentários de que não conseguimos guardar o dinheiro, isso é só uma questão de decisão pessoal, porque se conseguimos pagar a mais para a financeira, é só pensarmos no esforço que fazemos para ganhar o dinheiro, e assim saberemos valorizar o mesmo.

    Não podemos gastar mais do que recebemos, porque  os juros acumulados vão na receita, porque existe a imprevisibilidade, temos que fazer um fundo de reserva, e isso é possível, desde que tenhamos a determinação para tal.

    Sabemos que pessoas que vivem no limite da renda, ou dependem de ajuda complementar, é muito difícil aplicar essa tese, mas outras com rendimentos maiores, podem se adequar a esse plano.

    Toda economia torna-se significativa, e para isso acontecer, temos que sair do papel e colocar em prática essa ideia. Vamos fazer uma planilha de acompanhamento, comprar o que realmente for preciso, gastar com o que é de prioridade, e quando conseguirmos colocar o plano em ação, veremos o quanto já perdemos de tempo e de dinheiro por falta de uma simples atitude. Vamos formar uma corrente progressiva para deixarmos de pagar tantos juros, tantas dívidas que foram contraídas pelo impulso e não pela carência.

    A economia inicia com pequenas atitudes que geram grandes resultados, observar lâmpadas ligadas em ambientes sem ninguém, torneira em forma de conta gotas, que ao final do mês resultarão em muitos litros desperdiçados, não ligar vários aparelhos em uma só tomada, utilizando adaptadores, essa prática aumenta o consumo de energia, e diminui a vida útil dos aparelhos, que em consequência terão de ser substituídos ou reparados, provocando gastos, emfim, conscientizarmos todos que a participação coletiva, trará um benefício coletivo.

    Vamos promover em família debates no sentido de aumentar a economia familiar, todos sentirão o efeito positivo, e o melhor para fazer isso não gastamos nada, só precisamos de planejamento e determinação. É hora de agirmos, converse com amigos vizinhos, parentes, somem ideias, isso fará com que tenhamos uma vida mais equilibrada. Podemos ter uma certeza, se conseguirmos que esse plano funcione, até o emocional da família vai melhorar, não podemos ignorar que as dificuldades afetam e muito os relacionamentos das pessoas, quando equilibramos o nosso orçamento, nos equilibramos também, e isso é de fundamental importância para o convívio familiar.

 

    Atte.  Maninho.

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